
Hoje cheirei-te no ar. Tanto tempo depois, tantos quilómetros de uma distância que não é apenas física e, de repente, assim do nada, estavas ali. Era o teu cheiro. Aquele mesmo cheiro que ficou cravado na minha almofada durante tanto tempo, demasiado tempo...
É magnífico o poder do olfacto no desencadear de memórias. Num momento eras um aroma, para logo a seguir seres a visão da felicidade sentida, o doce sabor de uma paixão vivida, o tacto das tuas mãos, grandes, sempre quentes, em mim. E aquele arrepio, que me estremecia e te divertia...
Não sei de ti, mas sei que ainda te sinto, e que farás sempre sentido em mim.
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