Garry Winogrand
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
um país não é uma ilha...
O gigante permanecerá adormecido. Trilha o seu caminho orgulhosamente só, pois acredita não precisar de amigos. Confraterniza, aqui e ali, com os vizinhos, os mesmos que ruminam o bolivarismo, e lutam contra moinhos de vento a que chamam imperialismo. Vive deslocado no tempo. Perde-se na sua imensidão, ignorando o tamanho do mundo que o acolhe. Poderá um gigante sofrer de complexo de inferioridade?
Acha que tem tudo e por isso não precisa de ninguém. Afasta-se de quem se aproxima. Não dá a mão a ninguém e recusa a mão de quem oferece. Desconfia de todos. Definha na sua solidão. O que teme afinal o gigante?
De que vale ser gigante se vive refém da pequenez de quem o governa?
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
procura-se esse cara...
Cresci a ouvir Roberto Carlos. Não posso dizer que sou uma fã do Rei da música, mas a verdade é que este senhor compôs a banda sonora de muitas memórias que guardo com carinho, como as idas para a praia no bolinhas da tia Bia, um Honda mini, de onde saiam vibrantes sons quer do auto-rádio (o mecanismo que melhor funcionava naquele carro) quer das goelas desafinadas das histéricas ocupantes e que não deixavam indiferentes quem por nós passava.
Há muitos anos que não ouvia RC, até que há dias tropecei nesta música e, mais uma vez me rendi ao Rei. Não há dúvidas que este senhor percebe muito de música mas, sobretudo percebe muito de mulheres. Para aqueles homens que passam a vida a queixarem-se que não sabem o que as mulheres querem, Roberto Carlos encontrou a resposta, é uma cara assim que toda a mulher sonha. Você é esse cara??
O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você
E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama
Esse cara sou eu
O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher
Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu
O cara que ama você do seu jeito
Que depois do amor você se deita em seu peito
Te acaricia os cabelos, te fala de amor
Te fala outras coisas, te causa calor
De manhã você acorda feliz
Num sorriso que diz
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
Eu sou o cara certo pra você
Que te faz feliz e que te adora
Que enxuga seu pranto quando você chora
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu
O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu
domingo, 19 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
too many times...
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| Chung Hing sam lam (1994) |
É inevitável. Seja porque escolheste não viver, seja porque foste traído (a), seja porque não foste correspondido (a), seja porque de alguma forma o perdeste. E todos nós já perdemos alguém que amávamos muito. Não sairás desta vida incólume. O teu coração vai partir-se. Vai ficar em cacos, uma e outra vez. A única forma de lutar contra isso é aceitar e, com força e resiliência, voltar a montar esse castelo de cartas de cada vez que ele se desmorona.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
caminha pelos teus pés...
A vida não tem guião, pelo menos um que tu conheças. As escolhas da maioria não têm obrigatoriamente que ser as tuas escolhas. Nem toda a gente tem que estudar, tirar um curso, arranjar um bom emprego, casar ter filhos, reformar-se e esperar morrer. Tudo isso são opções, não obrigações. Podes fazer tudo isso com outra ordem cronológica, podes optar por não fazer nada disso, podes fazer exactamente o contrário. Podes fazer o que quiseres desde que isso te faça feliz. Ninguém se sobrepõe a ninguém pelas escolhas que faz. Ninguém é ou será mais que tu só porque optou por fazer o que a sociedade dita. Ninguém é verdadeiramente feliz quando o é pelos outros. Segue o teu caminho, faz o teu percurso, comete os teus erros e, um dia mais tarde, sozinho contigo mesmo se deres contigo a sorrir, saberás que fizeste o certo. Porque o certo está, na maior parte das vezes, do lado oposto ao esperado...
sábado, 11 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
arruma-te...

Organiza-te. Arruma tudo em malas. É a tua bagagem. Em baixo pões as más recordações, os momentos mais difíceis que atravessaram, as incompreensões, as discussões. Arruma tudo bem arrumadinho, podes amarrotar para caber melhor e ocupar menos espaço. Se tiveres a tentação de deitar fora, não o faças, lembra-te que tudo é uma lição, poderás ter de voltar a essa matéria...
Por cima coloca as boas recordações. Os sorrisos que deste, as gargalhadas que não pudeste conter, os abraços apertados nos momentos certos. Os beijos carinhosos na testa. Os orgasmos fantásticos. os dedos entrelaçados na hora de dormir. Os passeios junto ao mar. As reconciliações arrebatadoras. Os jantares a dois. As músicas dos dois. As sessões de leitura. A cumplicidade. A certeza de que naquele momento ele era tudo o que tu precisavas, por isso foste feliz. Arruma tudo com carinho, não amarrotes para que a lembrança não se estrague, e para que, sempre que abras essa mala, o sorriso te volte como que por magia.
Guarda sempre por perto tudo o que te fez feliz... mas guarda, pois só arranjando espaço para coisas novas é que estas aparecem...
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
o que fizeres, faz com amor.......
Unless it comes unasked out of your heart and your mind and your mouth and your gut, don’t do it.
If you’re doing it for money or fame, don’t do it.
If you’re doing it because you want women in your bed,
don’t do it.
If it’s hard work just thinking about doing it,
don’t do it.
If you have to wait for it to roar out of you,
then wait patiently.
If it never does roar out of you,
do something else.
Unless it comes out of your soul like a rocket,
unless being still would drive you to madness or suicide or murder, don’t do it.
Unless the sun inside you is burning your gut, don’t do it.
When it is truly time,
and if you have been chosen, It will do it by itself
and it will keep on doing it until you die
or it dies in you.
There is no other way.
And there never was.
Charles Bukowski
music is the answer...
(Se há banda que me deixa bem disposta são os Beach Boys. Sabem a sol, cheiram a maresia e inundam tudo com um eterno Verão. Esta versão do mítico God only knows, produzida pela BBC Music para celebrar o seu aniversário, está brutal! Nada como num cinzentão e chuvoso dia de Outubro, nos deixarmos inundar por boa música...)
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Alfama é linda..........






Fotos Artur Pastor década de 50 e 60
Tenho um fascínio por Alfama. Na verdade sou uma nortenha puro sangue que se perde de amores pela capital, terra de mouros e infiéis. Mas Alfama, Alfama arrebata-me o coração. Aquelas ruelas estreitas, a calçada escorregadia, as subidas intermináveis, o Tejo sempre ali à espreita na brecha dos edifícios caiados de branco e telhados laranja. O céu de um outro azul, um azul que brilha mais, que nos inunda e nos faz acreditar que, a ter cor, o amor será certamente azul, aquele azul. As vozes, que ali soam alto, os vizinhos que se cumprimentam, e cumprimentam quem por ali passa. A roupa a secar nas janelas, os putos a jogar à bola nas ruas e, por momentos esquecemos que estamos numa capital europeia. É assim Alfama, a Alfama das minhas memórias, a Alfama de muitas histórias, a Alfama onde sempre regresso.
Um dia ainda me mudo para Alfama...
Um dia ainda me mudo para Alfama...
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
dos Outonos da vida...
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| Karl Struss |
Hoje o Outono chegou em força.
Que passe rápido. Que o cinzento aclare os pretos. Que a chuva leve as tristezas, que lave a alma. Que o frio congele os dissabores. Venham as tardes de Domingo no sofá. Os livros bons para devorar, os filmes para ver a dois. Os chás a ferver, as torradas quentinhas com compota. As noitadas à lareira. Os jantares intermináveis, porque chove lá fora e é melhor ficar mais um bocadinho... parte-se mais presunto, abre-se outra garrafa.
E sobretudo, venham os planos para viver feliz apesar do tempo que faz...
sábado, 4 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
shiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuu...

O mais difícil em mim são os meus silêncios. Os meus prolongados silêncios. Eu sei-o. Reconheço-o. Poucos sabem como lidar com eles. Raros os entendem e os heróis que os suportam são ínfimos. Muitas vezes não significam nada, são apenas silêncios. Outras vezes são silêncios que arrastam uma torrente de sentimentos. Alegria, espanto, desprezo, mágoa, indiferença, tudo cabe num silêncio. Calo-me porque não há palavras para descrever o que sinto, calo-me para não estragar uma relação, calo-me para não magoar quem gosto, calo-me porque o interlocutor não merece as minhas palavras, calo-me porque ninguém compreenderia o que vai cá dentro... Assim são os meus silêncios, meus, só meus, e daqueles, poucos, que me vão decifrando.
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