O gigante permanecerá adormecido. Trilha o seu caminho orgulhosamente só, pois acredita não precisar de amigos. Confraterniza, aqui e ali, com os vizinhos, os mesmos que ruminam o bolivarismo, e lutam contra moinhos de vento a que chamam imperialismo. Vive deslocado no tempo. Perde-se na sua imensidão, ignorando o tamanho do mundo que o acolhe. Poderá um gigante sofrer de complexo de inferioridade?
Acha que tem tudo e por isso não precisa de ninguém. Afasta-se de quem se aproxima. Não dá a mão a ninguém e recusa a mão de quem oferece. Desconfia de todos. Definha na sua solidão. O que teme afinal o gigante?
De que vale ser gigante se vive refém da pequenez de quem o governa?
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