





Fotos Artur Pastor década de 50 e 60
Tenho um fascínio por Alfama. Na verdade sou uma nortenha puro sangue que se perde de amores pela capital, terra de mouros e infiéis. Mas Alfama, Alfama arrebata-me o coração. Aquelas ruelas estreitas, a calçada escorregadia, as subidas intermináveis, o Tejo sempre ali à espreita na brecha dos edifícios caiados de branco e telhados laranja. O céu de um outro azul, um azul que brilha mais, que nos inunda e nos faz acreditar que, a ter cor, o amor será certamente azul, aquele azul. As vozes, que ali soam alto, os vizinhos que se cumprimentam, e cumprimentam quem por ali passa. A roupa a secar nas janelas, os putos a jogar à bola nas ruas e, por momentos esquecemos que estamos numa capital europeia. É assim Alfama, a Alfama das minhas memórias, a Alfama de muitas histórias, a Alfama onde sempre regresso.
Um dia ainda me mudo para Alfama...
Um dia ainda me mudo para Alfama...
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