quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

love is...


Martin Elkort


“Love will find you, even if you are trying to hide from it. I been trying to hide from it since I was five, but the girls keep finding me.” — Dave, age 8

“Most men are brainless, so you might have to try more than once to find a live one.” — Angie, age 10

“One of you should know how to write a check. Because, even if you have tons of love, there is still going to be a lot of bills.” — Ava, age 8

“My mother says to look for a man who is kind. That’s what I’ll do. I’ll find somebody who’s kinda tall and handsome.” — Carolyn, age 8

“I’m in favor of love as long as it doesn’t happen when Dinosaurs is on television.” — Jill, age 6

“On the first date, they just tell each other lies, and that usually gets them interested enough to go for a second date.” — Mike, 10

“Once I’m done with kindergarten, I’m going to find me a wife.” — Tom, age 5

“I think you’re supposed to get shot with an arrow or something, but the rest of it isn’t supposed to be so painful.” — Manuel, age 8

“Love is like an avalanche where you have to run for your life.” — John, age 9

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Doce amanhecer...



Respiro o teu corpo: 
sabe a lua-de-água
ao amanhecer, 
sabe a cal molhada, 
sabe a luz mordida, 
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios, 
sabe a rosa louca, 
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca. 
 
Eugénio de Andrade


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

conselhos de uma vida...





Disse-me, um dia, a minha avó que, nos primeiros encontros, devemos sempre fazer esperar o homem. Mesmo que estejamos prontas uma hora antes da hora marcada, porque aquele friozinho na barriga não se compadece com paciência e nós queremos mesmo é por-nos bonitas para o homem que gostamos. Devemos fazê-lo esperar, um bocadinho que seja, mesmo que nos custe atrasar o momento em que os braços de quem gostamos nos apertam e os lábios nos beijam. Não pode ser uma longa espera. Terá de ser uns breves minutos, coisa pouca, senão será falta de educação, e "não há nada mais feio que uma menina mal educada". Apenas o suficiente para o fazer pensar que, se calhar, não nos tem assim tão presa. E que conquistar-nos é uma batalha diária.  
Pois então, se ele for pontual, tiver paciência para esperar e ainda nos receber com um sorriso rasgado e um brilho nos olhos, eis um exemplar a considerar! Se for ele a chegar depois da hora marcada, esquece, o sacana não vale o tempo que investiste a arranjar-te...

20 anos depois, posso dizer com alguma autoridade que foi das melhores e mais acertadas lições que recebi...


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

me & my girls



Somos giras, sabemos arranjar-nos. Somos inteligentes. Tanto falamos de moda como de política ou economia, mas gostamos mesmo é de falar sobre sexo, o que normalmente deixa aqueles que estejam perto muito interessados nas nossas conversas. Isto porque também somos muito barulhentas... e divertidas, perto de nós é impossível não esboçar uns sorrisos, mesmo que amarelos... Somos independentes, algumas de nós trabalhadoras por conta própria e com opiniões muito fundamentadas sobre isto do que custa a vida. Somos experientes, ponderadas, já passamos por muito e temos marcadas na pele as cicatrizes das dores porque passamos. Dores que ao ser de uma eram de todas. Temos pactos. Fazemos intervenções. Reuniões a que chamamos de condomínio sempre que é necessário tomar decisões. Choramos juntas quando é o caso mas, sobretudo, partilhamos as alegrias, porque somos felizes com a felicidade das outras. Gostamos de viajar. Espalhar a nossa alegria por esse mundo, e dar mundo ao nosso mundo. 
Normalmente os homens adoram-nos, embora nos tenham medo. Afinal somos Mulheres inteligentes e independentes, isto é mais do que a maioria dos exemplares masculinos consegue aguentar. As mulheres, as que não nos conhecem, não nos gramam. Invejosas.  As outras, as que têm a sorte de nos conhecerem e privar connosco, querem ser como nós, embora não haja nada de especial em nós além do amor que nos une e uma sede enorme de viver e ser feliz! São assim as verdadeiras amizades!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

da sabedoria que vem com a idade...



Uma das coisas maravilhosas que a maturidade nos traz é a capacidade de não querer saber. É fabuloso termos a faculdade de simplesmente não querer saber! Não querer saber dos idiotas que cruzam o nosso caminho. Não querer saber daqueles que acham que nos magoam. Não querer saber daqueles faltam ao prometido. Não querer saber de quem não nos merece qualquer atenção.  Assim, simples, apenas não querer saber. Porque a vida é curta e há coisas que por valerem tão pouco, não valem a pena querer saber. 



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

subtil resistência...



Porque é que a natureza é maravilhosa? Porque sempre encontra uma forma de ultrapassar os obstáculos. 
E nós, nós somos parte da natureza....


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

viagem no teu cheiro...




Hoje cheirei-te no ar. Tanto tempo depois, tantos quilómetros de uma distância que não é apenas física e, de repente, assim do nada, estavas ali. Era o teu cheiro. Aquele mesmo cheiro que ficou cravado na minha almofada durante tanto tempo, demasiado tempo...
É magnífico o poder do olfacto no desencadear de memórias. Num momento eras um aroma, para logo a seguir seres a visão da felicidade sentida, o doce sabor de uma paixão vivida, o tacto das tuas mãos, grandes, sempre quentes, em mim. E aquele arrepio, que me estremecia e te divertia...
Não sei de ti, mas sei que ainda te sinto, e que farás sempre sentido em mim. 


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

January blues...


e depois da euforia de um novo recomeço, vem a melancolia de dias iguais. O frio bate nos ossos e gela a alma. Há uma vontade de silêncios, de solidão. Das colunas sai, em loop, o som triste dos blues. Falam de escravidão. Falam da urgência de escapar dela. Ouço atentamente. Também eu preciso de uma rebelião. Também eu preciso escapar a uma escravidão que me sufoca. Mas é Janeiro e em Janeiro há uma melancolia que nos entorpece. Enquanto esta não passa, let's just sing our blues...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

pausa...



Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias, 
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente, 
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solene pausa 
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

It's the end of the world as we know it

Balanço da primeira semana do ano:

  •  Um atentado terrorista em solo Europeu;
  • 12 mortos em nome da liberdade de expressão;
  • Gente que usa a liberdade que tem para sustentar publicamente que o ataque terrorista até foi justificado, e eles estavam mesmo é a pedi-las, e até já tinham sido avisados...
  • Fervorosos esquerdistas nacionais que atribuem a culpa do terrorismo à austeridade.
  • Gente que se regozija nas redes sociais pelo facto da esposa do primeiro ministro ter cancro;
  • Reputados políticos nacionais que afirmam que o cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa deve estar acima da lei;
  • O Alberto João Jardim quer ser presidente da República
  • O benfas continua em primeiro...


Fod*-se se isto não é o fim do mundo, parece...



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

histórias de um puteiro...


"Depois de anos sem ir ao puteiro, eu fui de novo.
Entrei e fui uma vítima fácil.
Uma logo me catou de jeito.
Beijei muito. Puta carioca beija muito.
Ela dançou, beijou roçou... Mega sensual.
Mas eu tinha acabado de entrar.
Queria olhar um pouco mais. Paquerar. Fazer valer o ingresso.
Ela estranhou. Magoou.
Perguntou se eu não curti ela.
Eu expliquei que queria olhar um pouco mais.
Ela aceitou contrariada.
Mas não aceitou contrariada.
Ficou me perseguindo.
Fui falar com outra e a primeira ficou atrás. Enciumada. me pegou num canto:
"você vai-me trocar por essa vagabunda?"
Pedi um tempo para ela. Um tempo? Eu mesmo estranhei.
Ela reclamou: "Já? Nós nos conhecemos há 15 minutos e você já quer um tempo?"
Não consegui responder, admito. Sou péssimo com D.R.s.
Vou no puteiro justamente para evitar D.R. odeio D.R. Tenho pânicos. Sempre perco.
Eu separo das namoradas sem saber dizer porquê. Namorada? Que papo é esse, meu Deus??
Decidi pedir licença. E fui atrás de outra. Ela continuou atrás. Tentei escapar, outro canto. Minha vida virou um pesadelo. Imagina você com uma ex-namorada te perseguindo no meio de um puteiro? Não é fácil!!
Consegui despistá-la. Relaxei numa outra sala. Uma sala de relax. De espera. Sentei num bom sofá. As moças ali estão descansando. Não sensualizando. Ufa. Nada como um pouco de cotidiano para sair de um relacionamento possessivo. Comecei a paquerar uma outra. Bem de leve. Afinal eu tinha acabado de terminar um relacionamento (??) e estava machucado com a violência feminina. Mas eu não podia desistir. A vida é assim. O amor persiste. Conversei de leve com a nova moça. Parecia tranquila. mas a primeira me achou. E dessa vez soltou de vez os cachorros.
"Vocês homens são todos iguais. não reconhecem uma mulher decente quando ela está ao seu lado..."
Pensei até em lembrá-la que ela falava isso totalmente nua.
Mas senti que não era o caso. E ela continuou:
"Você não vale nada! Nunca terá uma mulher de verdade na sua vida! Você é um fracasso! vai ser sempre um fracasso com mulheres!!".
E por aí vai...
Aguentei bem o xingamento. Já sei que sou um fracasso há anos e estou muito bem resolvido com isso.
Mas que foi estranho foi.
Ter um D.R. num puteiro com uma ex que namorei por 15 minutos foi bem estranho."


Roubado do facebook do amigo de um amigo...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Cry Baby Cry



Aparentemente 2015 vai ser o ano de Sir Paul MacCartney que teve a sorte de gravar um tema  - Only One, com o Kanye West e por isso vai ser catapultado para a ribalta!!! Esperam-se tempos loucos para o Sir, esperemos que esteja preparado para a fama!!!

a inversa proporcionalidade da felicidade


"Naresh  era corajoso, inteligente, trabalhador e meigo com as crianças. A sua barraca não era muito maior do que a minha, mas ele partilhava-a com os pais e os seis irmãos. Dormia cá fora, no chão áspero, para deixar mais espaço para os mais novos. Eu visitara-o várias vezes e sabia que tudo o que possuía no mundo estava num saco de plástico: uma muda de roupa, um par de calças boas e uma camisa para ocasiões formais e para visitar o templo, um livro de versículos budistas , várias fotografias e alguns artigos de higiene. Mais nada. Dava à mãe todas as rupias  que ganhava no trabalho ou em roubos insignificantes, pedindo apenas uns trocos de vez em quando. Não bebia, fumava ou jogava. Como homem pobre sem grandes perspectivas, não tinha namorada e apenas uma muito reduzida hipótese de conseguir uma. Permitia-se, quando muito, uma ida ao cinema mais barato com os colegas de trabalho uma vez por semana. Ainda assim, era um jovem alegre, optimista. Às vezes, quando eu regressava tarde ao bairro, via-o a dormir fora da barraca da família, o seu rosto jovem e magro relaxado num sorriso".

Roberts, Gregory David in Shantaram, ed. Quidnovi, pág. 229 e 230


Happiness in intelligent people is the rarest thing I know.

 Ernest Hemingway

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

das imagens que nos trazem desejos...

Marraquexe, 2014

Esta é talvez a minha fotografia preferida de 2014, tirei-a em Marrocos no interior da Madrassa Ben Youssef, numa viagem inesquecível com alguns dos meus melhores amigos. Não costumo medir a minha vida em anos, prefiro outros ciclos, mas no inicio de um novo ano, que espero também seja de um novo ciclo, quando paro para pensar no que desejo, é esta fotografia que vejo. Quero tudo o que aqui está. Quero os meus amigos, os verdadeiros, junto de mim. Quero aventuras, viagens loucas com os meus. Gargalhadas mil. Quero paz. Quero sol. Quero conhecer, explorar, aprender. Quero coisas novas, gente nova. Quero cor, todas as cores. E  quero azul, aquele azul. Acredito que tudo o que é bom é azul. O amor é azul, não pode ser de nenhuma outra cor.