quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Doce amanhecer...



Respiro o teu corpo: 
sabe a lua-de-água
ao amanhecer, 
sabe a cal molhada, 
sabe a luz mordida, 
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios, 
sabe a rosa louca, 
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca. 
 
Eugénio de Andrade


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