
Depois de centenas de páginas escritas sobre o caso da praia do Meco, o Ministério Público vem agora dizer o que já se sabia, foi uma fatalidade, não havendo qualquer indício de crime. Hoje, saiu uma entrevista do único sobrevivente. Um miúdo, ainda com a vida inteira pela frente, tal como os seus amigos que perderam a vida naquela noite fatídica mas, com uma diferença, a de ter de viver com aquelas imagens, e com o trauma que elas carregam, para o resto da vida. Depois de a comunicação social o ter crucificado na praça pública, depois dos familiares das outras vítimas o terem apontado como culpado a verdade veio à tona. E a verdade é exactamente o contrário de tudo aquilo que a comunicação social veiculava. Não é preciso ser um génio para perceber que, naquele caso não havia culpados, mas é preciso ser-se inteligente para não cair nas ladainhas da comunicação social.
Por vezes questiono-me porque é que eu, jornalista de formação não exerço a profissão que escolhi, depois deparo-me com casos destes (longe de ser o único) e encontro logo resposta à minha dúvida: porque o jornalismo em Portugal é uma merda!
Ps. Um grande bem haja aos poucos jornalistas corajosos que contra interesses instalados, sejam eles de ordem económica, politica ou de audiência, continuam a fazer jornalismo de referência em Portugal. Sois grandes!
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