
Se a equipa perde foi porque o árbitro roubou. Se se perde no caminho a culpa é das placas. Se perde o telemóvel é porque o roubaram. Se perde à sueca é porque os outros fizeram batota. Mariquinhas, pá! Somos um país de mariquinhas, de gente que não sabe perder, muito menos perder com honra. Não há derrotas sem choradinho aqui na velha Lusitânia. Choram que perderam as poupanças de uma vida em acções de um banco que nada valem. (A minha bisavó, que nunca ouviu falar em investimentos na bolsa, já dizia que nunca se guardam os ovos todos na mesma cesta. Mas isso era a minha bisavó, senhora sensata, nada gananciosa.) Agora temos de levar com histórias de fazer chorar as paredes sobre as poupanças que as famílias perderam, e de como já não vão poder pagar a universidade aos filhos, e que não é justo, e que alguém (leia-se todos os portugueses contribuintes) deveria ressarcir os pequenos accionistas.
Mais tarde ou mais cedo todos aprendem que não há vitórias sem derrotas. Perder faz parte da vida, façam-no com honra. E de preferência longe da comunicação social...
Sem comentários:
Enviar um comentário