O pior de ter uma doença crónica não é a espada que paira sobre a nossa cabeça, essa paira sobre a cabeça de todos, afinal somos todos mortais. O pior é mesmo o pânico, o terror com que se vive de a espada caindo deixe outra cicatriz, uma mais, cada vez mais profunda, mais dolorosa. O pior é ter a vida condicionada. Ter entrado na universidade dos nossos sonhos e perder o ano de caloira numa cama de hospital, enquanto os teus amigos vivem uma das fases mais felizes e memoráveis da sua vida. O pior é ter de desistir do Erasmus porque distância e países estrangeiros não se coadunam com crises. O pior é ter de adiar ad eternum o sonho de fazer voluntariado num país desfavorecido com o medo de ser um estorvo em vez de uma ajuda. O pior é ter que ir a correr fazer um seguro de viagem sempre que sais do país, porque a probabilidade de ter de regressar de urgência é real. O pior é estar a dias de duas viagens de sonho e estar com aqueles sintomas que assustam....

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