Caminharam lado a lado em silêncio. Havia muito a dizer mas, naquele momento o silêncio impunha-se. Há muito diálogo quando duas pessoas que se conhecem tão profundamente se calam. As palavras são sobrevalorizadas. Não era possível traduzir em palavras os sentimentos que os compunham. O turbilhão de emoções que os invadiu no reencontro foi acalmando passo após passo, até a serenidade tomar conta de deles. Pararam de frente para o mar, o mesmo mar que esteve tantas vezes presente.
- ainda acreditas na felicidade? - perguntou ele.
- não. acredito em momentos felizes.
- ainda acreditas no para sempre?
- não, mas acredito no nunca mais...
Sorriram e continuaram a caminhar...

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